O tamanho de cartão de visita padrão em Portugal é 85 x 55 mm. É a medida que a esmagadora maioria das gráficas portuguesas assume por defeito e a que encaixa em carteiras, porta-cartões e capas de agenda sem sobrar nem faltar espaço. Mas “qual o tamanho” é só a primeira pergunta: para o ficheiro chegar à gráfica sem surpresas, precisa também das dimensões em pixels, da sangria e da margem de segurança. Neste guia estão todas as medidas, os formatos alternativos e o que preparar antes de imprimir.
- O tamanho padrão de cartão de visita em Portugal e na Europa é 85 x 55 mm.
- Outros formatos: americano 80 x 50 mm, brasileiro 90 x 50 mm, japonês 91 x 55 mm.
- Em pixels, 85 x 55 mm a 300 DPI equivale a 1004 x 650 px.
- Com sangria de 3 mm de cada lado, o ficheiro deve ter 91 x 61 mm (1075 x 720 px).
- Deixe 3 a 5 mm de margem de segurança: nada de importante encostado ao corte.
Qual o Tamanho de um Cartão de Visita?
Resposta directa: 85 x 55 milímetros. Este é o tamanho de cartão de visita padrão em Portugal, Espanha, França, Alemanha e na generalidade da Europa continental. Se pedir cartões a uma gráfica portuguesa sem especificar nada, é esta a medida que vai receber.
Ferramenta grátisCalculadora de Preço de ImpressãoEstime o custo de impressão por formato, gramagem e quantidade antes de pedir orçamento.ExperimentarAs medidas do cartão de visita variam pouco entre países, mas variam. As dimensões mais usadas são estas:
| Formato | Medidas (mm) | Pixels a 300 DPI | Com sangria 3 mm | Onde se usa |
|---|---|---|---|---|
| Europeu (padrão PT) | 85 x 55 mm | 1004 x 650 px | 91 x 61 mm | Portugal e Europa |
| Americano | 80 x 50 mm | 945 x 591 px | 86 x 56 mm | EUA, Canadá, Reino Unido |
| Brasileiro | 90 x 50 mm | 1063 x 591 px | 96 x 56 mm | Brasil |
| Japonês (Meishi) | 91 x 55 mm | 1075 x 650 px | 97 x 61 mm | Japão |
| Quadrado | 55 x 55 mm | 650 x 650 px | 61 x 61 mm | Criativo, nichos |
Repare que o formato americano é praticamente do tamanho de um cartão multibanco, o que explica a sua popularidade: entra em qualquer ranhura de carteira. O europeu é ligeiramente maior e dá mais espaço de respiração ao design.
Tamanho Europeu: 85 x 55 mm
- Dimensões: 85 x 55 mm (8,5 x 5,5 cm).
- Proporção: 1,55:1, próxima da secção áurea, o que ajuda a que o cartão pareça equilibrado.
- Vantagens: padrão nas gráficas portuguesas, por isso é o mais barato e o mais rápido a produzir. Compatível com porta-cartões e carteiras.
- Quando escolher: praticamente sempre, em Portugal, salvo razão criativa forte para o contrário.
Tamanho Americano: 80 x 50 mm
- Dimensões: 80 x 50 mm. Em polegadas, o padrão dos EUA é 3,5 x 2 in (88,9 x 50,8 mm).
- Características: mais compacto, com menos altura útil para texto.
- Quando escolher: se o seu público é maioritariamente internacional, sobretudo norte-americano ou britânico.
Outros Formatos de Cartão de Visita
- Brasileiro: 90 x 50 mm. Mais largo e mais baixo. Pouco comum em Portugal.
- Japonês (Meishi): 91 x 55 mm. A troca de cartões no Japão tem protocolo próprio, com ambas as mãos e leitura atenta do cartão recebido. Se trabalha com o mercado japonês, o formato importa menos do que o gesto.
- Quadrado: 55 x 55 mm. Destaca-se, mas custa mais (menos cartões por folha) e nem sempre entra nos porta-cartões.
- Mini ou slim: 85 x 40 mm. Moderno, embora deixe pouco espaço para contactos.
Tamanho do Cartão de Visita em Pixels: Photoshop, Illustrator e Canva
Se vai desenhar o cartão num programa que trabalha em pixels, converta primeiro. A regra é simples: milímetros a dividir por 25,4, a multiplicar pela resolução.
- 300 DPI (impressão): 85 x 55 mm = 1004 x 650 px. É esta a resolução que qualquer gráfica vai pedir.
- 150 DPI: 502 x 325 px. Só serve para pré-visualização, nunca para imprimir.
- 72 DPI (ecrã): 241 x 156 px. Apenas para versões digitais.
No Photoshop, crie o documento já em milímetros (Ficheiro > Novo, unidades em mm, 300 DPI, modo de cor CMYK) em vez de trabalhar em pixels e converter no fim. Evita arredondamentos e imagens desfocadas. No Illustrator e no InDesign defina a prancheta a 85 x 55 mm e active a sangria de 3 mm nas definições do documento. No Canva, escolha um tamanho personalizado de 91 x 61 mm para já incluir a sangria.
Trabalhe sempre em CMYK, não em RGB. Um azul vibrante no ecrã pode sair visivelmente mais apagado no papel, e a conversão automática feita pela gráfica raramente é a que esperava.
Sangria e Margem de Segurança: o Que Falha Mais
É aqui que a maioria dos ficheiros é devolvida pela gráfica. O corte industrial tem uma tolerância de cerca de 1 mm, e é por isso que existem duas medidas para lá do tamanho final.
- Sangria (bleed): 3 mm para além do corte, em cada lado. Se o fundo do cartão é colorido ou tem uma imagem, ela tem de continuar até ao limite da sangria. Sem isso, um desvio mínimo do corte deixa uma linha branca na borda.
- Margem de segurança: 3 a 5 mm para dentro do corte. Texto, logótipo e contactos ficam dentro desta área. Nada de importante encostado ao rebordo.
- Área útil real: num cartão de 85 x 55 mm com 4 mm de margem, sobram 77 x 47 mm para conteúdo. É menos do que parece, e é a razão pela qual cartões sobrecarregados ficam ilegíveis.
Entregue o ficheiro em PDF com marcas de corte, fontes convertidas em curvas e imagens a 300 DPI. Se a gráfica pedir “PDF/X-1a”, é exactamente isto.
Gramagem e Acabamentos
O tamanho define o formato, mas é a gramagem que define a sensação ao toque. Um cartão fino comunica exactamente o que parece.
- 250 g/m²: mínimo aceitável. Dobra com facilidade.
- 300 a 350 g/m²: o padrão profissional em Portugal. É o que a maioria das gráficas usa por defeito.
- 400 g/m² ou mais: cartão premium, muitas vezes com laminação soft touch ou colagem de duas folhas.
Quanto a acabamentos, a laminação mate resiste melhor a dedadas do que a brilhante, o verniz localizado destaca o logótipo sem alterar o resto, e os cantos arredondados (raio de 3 a 5 mm) custam pouco e mudam bastante a percepção. Sobre papéis e custos de impressão, veja também design de cartões de visita.
Como Escolher o Formato Certo
- Mercado: em Portugal, 85 x 55 mm é a escolha segura. Só saia daí com uma razão.
- Praticidade: um cartão que não entra na carteira é um cartão que se perde. Formatos criativos ganham atenção e perdem longevidade.
- Custo: formatos fora do padrão implicam corte especial e aproveitam pior a folha, o que encarece a tiragem.
- Quantidade de informação: se precisa de mais do que nome, cargo e três contactos, o problema não é o tamanho, é a edição.
Quer ver as medidas aplicadas antes de decidir? Pode montar e descarregar um cartão já com as dimensões correctas na nossa ferramenta gratuita criar cartão de visita, e comparar formatos lado a lado.
Erros Mais Comuns
- Ficheiro sem sangria: a causa número um de reimpressões.
- Texto encostado ao corte: fica cortado ou desalinhado.
- Imagens a 72 DPI: ficam bem no ecrã e saem pixelizadas.
- RGB em vez de CMYK: cores diferentes das aprovadas.
- Excesso de informação: dois telefones, três emails e um QR code competem entre si.
- Ignorar o verso: metade da área do cartão desperdiçada.
Cartões Digitais e NFC
O cartão físico continua a resolver o momento do aperto de mão, mas ganhou complementos. Um QR code no verso liga ao site ou a um vCard e não ocupa mais do que 15 x 15 mm. Os cartões com chip NFC transferem os contactos por aproximação ao telemóvel e mantêm o formato padrão de 85 x 55 mm, já que o chip é embutido no papel ou no PVC. Se está a ponderar a versão sem papel, veja cartão de visita digital.

